
Filmes
Construir histórias é uma necessidade social.
É assim que os povos se reconhecem, se compreendem e se reinventam ao longo do tempo. O cinema, enquanto linguagem e arquivo, organiza a memória coletiva, revisita o passado e ilumina os sentidos do presente. As histórias estruturam a experiência humana e dão forma à consciência histórica.
Filmar é transformar experiência em registro, vivência em conhecimento, sensibilidade em elaboração simbólica. Cada filme constitui um documento do seu tempo: revela estruturas sociais, modos de vida, conflitos, crenças e horizontes de futuro. Ao trazer à superfície narrativas antes invisibilizadas, o audiovisual amplia o campo da história e restitui complexidade à condição humana. Povos, territórios e culturas afirmam-se como sujeitos de suas próprias narrativas.
Produzir filmes é um exercício de responsabilidade histórica.
É reconhecer a humanidade como um processo vivo, em permanente construção. Contar histórias é uma forma profunda de reinventar o que somos e de projetar o que ainda podemos ser. A imaginação é uma força política em movimento.

LIVRES (2017)
O docudrama Livres acompanha pessoas egressas do sistema penitenciário brasileiro, colocando em debate as consequências do encarceramento em massa e as violências estruturais que atravessam o sistema prisional.
O filme propõe um olhar crítico sobre as políticas de punição e endurecimento das penas, confrontando discursos que defendem o encarceramento como solução para a violência. A partir das vozes de quem viveu a prisão, Livres expõe práticas de tortura, violações de direitos e o impacto profundo da desumanização institucional na vida dos indivíduos e de suas comunidades.
Entre testemunhos e reflexões, o documentário questiona os limites do modelo penal vigente e aponta para a urgência de repensar justiça, liberdade e reintegração social no Brasil.
CIRCULAÇÃO/EXIBIÇÕES
Festival do Rio (2017)
Salas de cinema de Berlin
Exibido no Canal Brasil
Disponível nas plataformas Net Now, Oi Play, Vivo Play e Bombozila
A ÚLTIMA RESERVA (2024)
O documentário A Última Reserva acompanha a luta de comunidades ribeirinhas do Rio Jauaperi, no coração da Floresta Amazônica, pela preservação de seu território e de sua biodiversidade.
Vivendo em uma região profundamente impactada pelas mudanças climáticas, essas comunidades enfrentam conflitos diários como a seca, a pesca ilegal e a ameaça constante aos modos de vida tradicionais. Diante desse cenário, desenvolvem estratégias de resistência baseadas em tecnologias sociais, como o manejo sustentável do pirarucu, o berçário de quelônios e a organização de uma cooperativa de artesanato.
O filme revela como essas práticas fortalecem a autonomia comunitária e se tornam ferramentas de enfrentamento à exploração ilegal dos recursos naturais, afirmando o direito ao território, à memória e à continuidade da vida na floresta.
A Chiappini Filmes, em parceria com a Katu Filmes, atua como apoiadora do projeto, contribuindo para o fortalecimento da obra e para a ampliação de seu alcance, em diálogo com os realizadores e em respeito às comunidades envolvidas.
SELEÇÃO EM FESTIVAIS:
– Favela Sustentável (2025)
– Filmambiente Festival (2025)
