
EXPOSIÇÃO
SERPENTE DO MUNDO


Serpente do Mundo é uma exposição artístico-visual que nasce de um longo processo de pesquisa de campo e escuta em diferentes territórios do mundo. A obra transforma o olhar em testemunho e faz emergir narrativas historicamente silenciadas, deslocando o centro da história para experiências de mulheres atravessadas por sistemas de controle, crença, afeto e resistência.
A exposição propõe uma travessia estética e simbólica estruturada em quatro eixos — memória, destino, conhecimento e liberdade — que atravessam culturas, geografias e tempos históricos. Cada fotografia, instalação, vídeo, texto e objeto apresentado carrega camadas de tradição, ritual, violência e reinvenção, revelando como o destino das mulheres foi socialmente construído, regulado e, ao mesmo tempo, continuamente tensionado.


Exposição Imersiva
Dinamismo Visual
Ao revisitar o mito de Eva e da Serpente, a exposição desloca a narrativa fundadora da tradição ocidental. Aqui, a Serpente deixa de ser símbolo da culpa para reaparecer como metáfora do conhecimento, da consciência e da possibilidade de escolha. Eva não é tratada como origem da queda, mas como figura inaugural do gesto político: o ato de perguntar, desejar saber e romper com a obediência imposta.
A pesquisa investiga a relação entre a mulher e seu ambiente — as leis que a governam, os dogmas que a moldam, os rituais que sustentam sua existência e as violências que atravessam seus corpos. Ao mesmo tempo, revela práticas de cuidado, espiritualidade, organização coletiva e reinvenção cotidiana como formas de resistência e continuidade da vida.
.jpeg)

Ao final da travessia, Serpente do Mundo propõe um reencontro simbólico: a mulher que retorna a si mesma, não mais mediada pela culpa, pelo medo ou pela obediência. A liberdade aqui não é apresentada como ruptura exterior, mas como conquista interior e coletiva — o direito de existir, narrar-se e escolher o próprio caminho.
15 de janeiro a 8 de março de 2025
Visitação: de terça a sábado, das 12h às 19h
Classificação Livre
CENTRO CULTURAL CORREIOS
Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro do R
Curadoria: Kaliman Chiappini